27 de fev de 2011

Castelo de Praga

 

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O Castelo de Praga (Pražský hrad) está localizado em Praga, capital e maior cidade da República Checa e encontra-se na Colina Hradcany, local onde foi fundada a cidade, que domina a capital na margem esquerda (oriental) de Vltava. O Castelo de Praga é uma das construções mais importantes da cidade. Foi fundado no século IX e atualmente serve como a residência presidencial, antigamente habitado pelos reis da Boêmia. Em seu interior encontra-se Catedral de S. Vito, Torre da Pólvora, Palácio Real do Castelo de Praga, Torre Dalibor, Convento de São Jorge, Palácio Lobkowicz e a Viela Dourada. O Castelo de Praga ocupa uma área superior a 72,5 mil m². Por causa disso é considerado, conforme o Guinness World Records Book, o maior castelo do mundo. Antigamente, era uma fortificação que dominava a região, de onde se permitia controlar todas as embarcações que passavam pelo rio. Foi moradia de vários reis na antiguidade e após, se tornando residência oficial de alguns Presidentes de República a partir de 1918. Em 850 DC foi construído na Colina de Hrad, perto do Rio Moldava moradia para a Família Premyslid (Premyslidas). Foi construída a residência, em seu início, uma simples estrutura de madeira, barro e pedras rodeada por um fosso e com o tempo, foi ampliada, assim como os habitantes à sua volta. A história da Família Premyslid está totalmente ligada à do castelo. Esta família foi quem fundou a dinastia real que durante séculos iria estar à frente dos eventos relacionados à história do castelo e da própria cidade de Praga. Uma princesa da tribo Cech, no monte Vysehrad. A futura Princesa Libuse, a jovem se casou com o lavrador e lenhador Premysl, e fundou a dinastia dos Premyslidas. O Castelo de Hradcany e seu recinto, situados ao outro lado do Moldava, foram construídos pelo primeiro governante Premyslida. Em 900 DC, o Duque Brivoj, no século IX Václav, seu neto e Duque da Bohemia, levantou uma igreja dedicada a S. Vito dentro do recinto antes de ser assassinado pelo seu próprio irmão no ano 929. Canonizado depois com o nome de São Venceslao, este governante se converteu no padroeiro do país. Uma cidade formava-se na base da colina onde encontrava-se o castelo de Praga havia se tornado um centro político. O castelo da influente Família Premyslid era o núcleo da região. Como governantes e religiosos andavam sempre juntos, o bispado de Praga também estava localizado junto aos terrenos do castelo, assim como o primeiro convento da Boemia, nome do território onde, à época, estava situada a Republica Tcheca. Em 932, um dos nomes mais importantes na história do castelo é o do Príncipe Boleslav II. Ao subir ao trono herdou um império poderoso da Europa central, que incluía a Boemia, Moravia, Silésia, Polônia, e Eslováquia. Estes mesmos territórios, logicamente, continuam existindo, mas diversos tiveram seus nomes mudados ao longo dos séculos, devido às inúmeras guerras e tratados políticos. Com o casamento da Princesa da Boemia Doubravka Boleslav e o Príncipe Polaco Mesek I, a Casa de Premyslidas ficou ainda mais forte, o que levou seu domínio a ter grande poderio, e transformou Praga numa das cidades mais influentes da Europa. Nesta época, o castelo já cobria uma área de seis hectares, totalmente cercada por muralhas e guarnecida por torres em intervalos regulares. Em 1135 , o Príncipe Sobeslav levou a cabo uma importante reconstrução convertendo-o numa fortaleza românica cujas muralhas e torres de vigilância protegiam a Catedral de S. Vito, a Basílica, o Convento de São Jorge, a Residência do bispo e o Palácio Real. Em 1157, uma enchente destruiu a ponte de madeira que cruzava o Vltava sendo substituída por uma de pedra, ao que se deu o nome de Judite, em honra à esposa do Duque Vladislav, primeiro rei da Bohemia. Neste tempo o bairro do outro lado do rio, denominado Staré Mestoou cidade Velha, se havia convertido num importante centro comercial internacional que fez de Praga a principal cidade da Bohemia com uma vila muito numerosa com uma destacada comunidade judia que vivia confinada após as muralhas de um gueto, no atual bairro de Josefov. Uma das partes mais importantes do castelo, construída no século 11, foi Basílica de S. Vito, cuja pedra fundamental foi assentada em 1344, pelo Rei Carlos IV, ele também assegurou a coesão da expansão da cidade, uma estrada real ligando o Castelo à Staré Mesto, à Cidade Velha, que há muito emergira da planície ribeirinha, e a Vyšehrad, matriz da nação, homenagem e respeito profundo do imperador por sua mãe, ali sepultada, a colina tornada ponto obrigatório de passagem para os viandantes chegados de sul, a generosidade de dimensões da ponte gótica de Peter Parlér, o construtor, re-unindo as duas margens do Vltava depois que as águas turbulentas da corrente destruíram e arrastaram a velha ponte românica do século XII. O filho de Carlos IV, Wenceslau IV, deu continuidade à obra do pai, e aumentou e fortificou ainda mais o castelo. Nesta época o castelo já podia ser considerado quase como uma cidade dentro de Praga, composta pelos setores dos aposentos reais, áreas religiosas e conjuntos militares. Além disso, dentro de suas muralhas trabalhavam diversos artesãos e comerciantes. Em 1230, o conjunto da cidade estava rodeado de fortificações, iniciadas ao redor de 1230, que se estendiam ao longo do que hoje em dia são as ruas de Národní, Na prikov (do Fosso) e Revolucní. Em 1257, nasce um terceiro bairro na cidade baixo as ordenes do Rei Ottokar II, a "cidade nova", construída aos pés do Castelo de Praga e que hoje em dia se denomina Malá Stranaou Parte Pequena. Esta parte cresceu ao redor da Malostranské námestí, praça formada sobre as últimas terraplanes do castelo, e nela se instalaram vários mercados, lojas e casas de marinheiros, cervejeiros, advogados, médicos e burgueses ricos. Foi construída também uma prefeitura perto da primeira Igreja de São Nicolás (1283), e o Mosteiro Agostinho de Santo Tomás, na rua Letenská. No século XIV se levantaram nesta zona o convento e a Igreja Carmelitas de Santa Maria Madalena, na atual Karmelitská. Em 1483, durante a dinastia dos Jagellons, outras obras são feitas, como a construção das famosas Torre de Pólvora, Torre Branca e Torre Daliborka. Mesmo assim, elas não evitam a chegada de anos negros. A segunda metade do século 15 vê a chegada das chamadas Guerras Hussitas, que trazem desgraças e destruição. O castelo sofre diversos danos durante os combates. Como conseqüência, permanece desocupado durante décadas, e grande parte de suas edificações e muralhas são destruídas. Apenas com o reinado de Vladislav Jagellonský, o castelo de Praga volta a conhecer dias melhores. O soberano promove grandes reformas e acréscimos à construção original. É deste período a construção do famoso Salão Vladislav, aposento medindo 62 x 16 metros, e que passa a ser a peça mais importante do castelo. Também é construída, sob o comando do Arquiteto Benedikt Ried, uma magnífica cúpula sob o salão, que viria a ser a primeira do território da Boemia dotada de elementos arquitetônicos renascentistas. No castelo de Praga eram coroados todos os reis do país, sendo que a cerimônia ocorria na Catedral de S. Vito. De acordo com uma publicação de 1723, para a coroação de Carlos VI foi preparado um banquete com 564 faisões, 708 perdizes, 800 frangos, 560 pombos, 46 carneiros, 40 ovelhas, 50 gansos, 120 perus, 130 patos, 70 galinhas e 108 lebres. Anos mais tarde, já sob o domínio dos Habsburg da Áustria, o castelo entra em novo período. A Imperatriz Maria Theresa contrata o Arquiteto Vienense Niccolo Pacassi, para, a partir de 1753, reconstruir tudo. É adotado um estilo renascentista, seguindo a nova moda de Viena. Em compensação, como Praga agora está dominada pelo império austríaco dos Habsburg, o castelo é esvaziado de seus tesouros e obras de arte que são enviados para Viena. Apenas em 1918, com o fim do império dos Habsburg e fundação da nação Tcheco Eslovaca, o castelo de Praga volta a sediar a sede do governo. São reiniciadas as obras de restauração, com especial atenção à Catedral de S. Vito, o prédio mais importante de todo o conjunto. Hoje em dia, a visão do castelo de Praga é um pouco diferente do aspecto que tradicionalmente encontramos em outros castelos. Todo o conjunto é dominado pelas imensas torres da Catedral de S. Vito. Estas torres elevam-se também sobre todos outros prédios da cidade. O castelo de Praga, na verdade uma pequena cidade, tem vários pontos abertos à visitação. O núcleo inicial do castelo é uma visita muito interessante, pois na verdade é formado por três castelos independentes, sobrepostos. Cada camada foi construída numa época diferente. Infelizmente não resta muito das camadas mais antigas, mas ainda assim, o que pode ser visto ilustra bem a história e o estilo de sua época. A Catedral de S. Vito e Catedral de Venceslau é o ponto dominante do conjunto, e consiste na própria representação do estado Tcheco. Sua construção levou quase 600 anos. Nela, até 1836, eram coroados os reis do país. Também na catedral, reis, príncipes, imperadores e (futuros) santos eram cremados. Seus restos mortais até hoje estão aqui. Também na catedral estão guardadas as jóias da coroa. Visite ainda sua capela, que tem as paredes cobertas por 1300 pedras preciosas. Saindo da catedral e caminhando na direção oposta ao portão de entrada, chega-se à Zlata Ulicka, outro ponto do castelo que merece ser visitado. Nesta rua estavam localizadas as casas dos artesãos e militares que guardavam o castelo. Foi construída no século 16, e até hoje sua aparência é exatamente a mesma daquela época. No conjunto de prédios que formam o castelo está situado também o gabinete do presidente da república Tcheca, em local não aberto à visitação pública. Outros pontos interessantes do castelo são a Basílica de São Jorge, o monastério de São Jorge, Galeria do castelo, Torre Daliborka, Torre de Pólvora, Palácio Lobkovic e os jardins do palácio. A melhor forma de chegar ao castelo é pegando um dos bondes que ligam o centro até os bairros do subúrbio, e passam no sopé da montanha onde está situado o castelo. A partir deste ponto, uma curta e íngreme caminhada leva os turistas até o portão de entrada.

Praga (em checo: Praha) é a capital e a maior cidade da República Checa, situada na margem do Vltava. Conhecida como "cidade das cem cúpulas", Praga é um dos mais belos e antigos centros urbanos da Europa, famosa pelo extenso patrimônio arquitetônico e rica vida cultural. Importante também como núcleo de transportes e comunicações, é o principal centro econômico e industrial da República Checa. Situada na Boêmia central, a cidade de Praga localiza-se sobre colinas, em ambas as margens do rio Vltava, pouco antes de sua confluência com o rio Elba. O curso sinuoso do rio através da cidade, cheia de belas e antigas pontes, contrasta com a presença imponente do grande Castelo de Praga em Hradcany, que domina a capital na margem esquerda (oriental) do Vltava. Praga tem uma área de 496 km² e uma população de 1 237 893 habitantes (censo 2009), perfazendo uma densidade demográfica de 2.357,07 hab./km². Sua população estimada em 31 de Dezembro de 2007 era de 1 165 581 habitantes. Pelas estatísticas de emprego deduz-se que cerca de 300 000 pessoas ali trabalham sem no entanto serem residentes. Durante milhares de anos, as primitivas praças da moderna Praga foram passagem obrigatória nas rotas comerciais que atravessavam a Europa de norte a sul. Numerosos resquícios paleolíticos e neolíticos atestam a existência de povoações agrícolas entre os anos 5000 e 2700 a.C. Os celtas estabeleceram povoados nessa zona nos séculos IV e III a.C., mas as primeiras notícias de um assentamento permanente em Praga remontam ao século IX, quando, segundo a lenda, a princesa Libuse e seu marido Premysl fundaram a cidade que, governada pela dinastia por eles iniciada e que permaneceu no poder entre os séculos IX e XIV, se converteu no núcleo político do reino da Boêmia e num dos mais importantes centros comerciais da Europa medieval. A expansão econômica se refletiu na topografia da cidade que, após a construção em 1170 da primeira ponte de pedra sobre o rio, ampliou seu perímetro primitivo com a Staré Mesto (Cidade Antiga). Praga cresceu ainda mais em 1257, com a fundação, junto às muralhas do castelo de Hradcany, da Malá Strana (Cidade Pequena), bairro povoado exclusivamente pelos colonos e comerciantes alemães. Entre 1346 e 1378, o imperador alemão Carlos IV de Luxemburgo estabeleceu a capital de seu império na cidade, que experimentou novas fases de florescimento em 1348, com a fundação da universidade, convertida pouco depois no núcleo do nacionalismo checo, e da Nové Mesto (Cidade Nova), junto à Staré Mesto, e em 1357, com a construção da ponte de Carlos. A rivalidade entre as populações tcheca e alemã, esta integrada pela burguesia e pela alta hierarquia eclesiástica, foi o estopim, no século XV, da insurreição hussita. O conflito foi inspirado pelos sermões do reformador protestante Jan Hus e culminou com o que se chamou de a primeira defenestração de Praga, em que os dirigentes da cidade foram atirados pelas janelas da sede do governo pelo povo enfurecido. Em 1526, a ascensão da dinastia católica dos Habsburgos ao trono boêmio pôs fim ao breve período de paz e prosperidade da cidade. A segunda defenestração de Praga, em 1618, e a derrota das tropas checas na batalha da montanha Branca, em 1620, precipitaram a eclosão da Guerra dos Trinta Anos, durante a qual Praga foi ocupada por saxões e suecos , e o declínio econômico da cidade, cuja recuperação só ocorreria no século XVIII. Principal centro dos triunfos que em 1848 levaram à vitória do nacionalismo checo contra a dominação austríaca, Praga tornou-se em 1918 a capital da nova e independente república da Checoslováquia. Os pactos de Munique, de 1938, cederam a cidade e o país à Alemanha nazi até o final da segunda guerra mundial, quando a Checoslováquia passou para a órbita da união soviética. Em 1968 a cidade foi cenário do movimento popular que se tornou conhecido como Primavera de Praga, que resultou na invasão das tropas do Pacto de Varsóvia. As manifestações populares de repúdio à ocupação se multiplicaram e foram reprimidas com violência. Em 31 de dezembro de 1992, com a dissolução dos laços que uniam checos e eslovacos numa federação única, Praga deixou de ser a capital da Checoslováquia e passou a ser capital da República Checa. Corresponde ao centro industrial, comercial e cultural do país. A sua indústria variada, é responsável pela produção de químicos, metalomecânica, artigos eléctricos, alimentar, têxtil, produtos de pele, farmacêuticos, bebidas alcoólicas e objectos de vidro. A indústria cinematográfica também é significativa. Após a queda do regime comunista, tornou-se um importante centro turístico, sector que contribui significativamente para a economia do país. Praga é famosa por ser um dos grandes centros culturais europeus, ligado a nomes como os compositores Antonín Dvořák e Bedřich Smetana e os escritores Franz Kafka, Rainer Maria Rilke e Jaroslav Hašek. É o centro editorial do país e possui diversas instituições de ensino superior. A mais famosa é a Universidade de Carlos, fundada no século XIV, sendo também a mais antiga da Europa Central. Merece também destaque a Universidade Técnica de Praga, fundada no século XVIII. Além dessas duas importantes universidades, o sistema de ensino superior da cidade é apoiado pela Academia de Ciências que contribui para o desenvolvimento de diversas áreas de pesquisa. Praga também possui escolas de economia, artes, música, cinema e dança. Na capital existe um grande número bibliotecas e teatros. Entre seus museus se destaca o Museu Nacional, de 1818, e os museus técnico, judaico, etnográfico e de literatura. Uma preciosa coleção do rei Rodolfo II é conservada na Galeria de Arte do Castelo de Praga. A capital checa possui um dos mais belos e conservados patrimônios arquitectônicos da Europa. Isso se deve principalmente ao facto de ela ter sofrido relativamente poucos danos durante as duas guerras mundiais. Monumentos, igrejas, ruas estreitas e prédios históricos contrastam com as modernas edificações da cidade. Uma das construções mais importantes é o castelo na colina Hradcany, fundado no século XVII, que actualmente serve como a residência presidencial e onde antigamente era habitado pelos reis da Boêmia. Praga é famosa por sua intensa vida cultural, ligada a nomes da estatura dos compositores Bedrich Smetana e Antonín Dvorák e dos escritores Franz Kafka, Rainer Maria Rilke e Jaroslav Hašek, e por sua condição de centro industrial. Entre as indústrias instaladas na cidade destacam-se as de engenharia pesada e de precisão, alimentícia, construção civil, maquinaria, material ferroviário, produtos químicos e farmacêuticos, artes gráficas e editoriais. Três grandes estações ferroviárias, o aeroporto internacional de Ruzyne e uma grande rede de transportes públicos fazem da cidade um destacado centro de comunicações na Europa central. Além de duas grandes universidades, Praga tem escolas independentes de economia, artes e ofícios, artes gráficas, música, dança, cinema e uma Academia de Ciências, que incentiva a pesquisa em diversas áreas. Ao lado do Museu Nacional, fundado em 1818, existem os museus técnico, etnográfico, de artes e ofícios, judaico e de literatura. A Galeria de Arte do Castelo de Praga conserva uma famosa coleção. Numerosos monumentos integram a paisagem urbana da capital, composta de lindas ruelas de traçado irregular que contrastam com os novos bairros residenciais, de arquitetura moderna. As partes históricas da cidade são preservadas como monumentos nacionais. Entre os prédios mais importantes destacam-se o Castelo de Praga fortificado na colina Hradcany, construído entre os séculos XIV e século XVII, onde na actualidade mora o presidente da república e antiga residência dos reis da Boêmia. Ao lado do castelo, ergue-se a grande catedral gótica de S. Vito (século XIV) e o Belvedere em estilo renascentista. No bairro Malá Strana está uma das duas igrejas barrocas de São Nicolau, a igreja do Menino Jesus de Praga, a igreja do Loreto (do século XVIII) e numerosos palácios da aristocracia tcheca, do século XVII, em estilo barroco. Na Staré Město (a Cidade Velha), há inúmeros monumentos e relíquias da história checa. Destacam-se a igreja Týnský, em estilo gótico, construída no século XIV, na qual se acha o túmulo do astrônomo Tycho Brahe; o bairro Josefstadt, com o gueto e o cemitério judaicos, do século XII, e a sinagoga. Encontra-se ali o relógio Astronômico Orloj e a parede Lennon. Na Nové město (ou na Cidade Nova) figuram a estátua de São Venceslau, de 1915, e o Museu Nacional. Outras edificações de destaque são o Prikopy, local da antiga fortaleza; o Teatro dos Estados, estreou a ópera Don Giovanni, de Wolfgang Amadeus Mozart; o Teatro Nacional, de 1883; igrejas e palácios barrocos e a estátua do líder hussita Jan Ziska. Entre as numerosas pontes que atravessam o rio Vlatva está a famosa Ponte Carlos que liga a Cidade Velha ao Castelo de Praga.

 

Castelo de Praga no turismo atual

Apesar de sua monolítica presença, o Castelo de Praga esconde uma série de edifícios levantados entre os séculos X e XX unidos por pátios interiores. As construções mais importantes são a Catedral de São Vito, claramente visível lançando-se sobre os muros do castelo, e o Palácio Real, residência oficial de reis e presidentes e onde ainda radica o centro do poder político na República Checa. Protegido pela grade de Ferro forjado, custodiada por soldados e pela feroz Batalha de Titães, copia do original de Ignaz Platzer de 1770, chega-se ao Primero Patio, První nádvorí. Este pátio é um dos últimos acrescentados no castelo, foi encarregado pela Imperatriz de Habsburgo Maria Teresa e projetado pelo arquiteto da Corte Nicolò Pacassi a meados do século XVIII. Atualmente faz parte do complexo de escritórios da Presidência. Contemplar a Porta de Matías, Matyásova Brána é um prazer. Construída em 1614, o pórtico de pedra se lançava imponente diante dos fossos e pontes que rodeavam o Castelo. Sob os Habsburgo o pórtico sobreviveu ao ser incorporado como relevo no palácio. Ao traspassar a porta podem-se ver os salões cerimoniais de mármore branco a ambos lados que conduzem aos salões de recepção do presidente da República Checa. Estes salões não estão abertos ao público. Segundo Pátio foi a principal vítima dos intentos que realizou Pacassi para dotar de classicismo à fortaleza. Salvo pela vista das agulhas da Catedral de São Vito, que se lançam sobre o Palácio, é muito pouco o que pode contemplar-se desde aqui. Edificado a finais do século XVI e começos do XVII, este pátio formava parte de um programa de reconstrução anterior, encarregado por Rodolfo II sob cujo reinado Praga gozou de um auge cultural sem precedentes. Uma vez que a corte de Praga foi estabelecida, o Imperador se rodeou de alguns dos melhores artesãos, artistas e científicos da época, entre os que se encontravam os brilhantes astrônomos João Kepler e Ticho Brahe. Rodolfo II reuniu uma enorme coleção de arte, instrumentos e moedas, da que se conserva uma pequena parte na Hradní Galerie, Galeria do Castelo, à esquerda do segundo pátio. Além de obras de artistas de fama mundial como Tiziano, Rubens e Tintoretto, podem-se contemplar as obras mais insólitas de pintores como Hans vom Aachem e Bartolomé Spranger e dos pintores barrocos da Bohemia Jam Kupecký e Petr Brandl. O passadiço que conduz à entrada da galeria e a entrada norte do Castelo que conduz para o exterior através de um formoso passeio conhecido como Jelení Príkop, o Fosso do Cervo. O segundo pátio alberga também os Relicários de Carlos IV que encontram-se dentro da Kaple Svatého Kríze, a Capela da Santa Cruz. Entre estes se incluem bustos de prata de estilo gótico dos principais santos da Bohemia e uma coleção de ossos e roupas de diversos santos. No Terceiro Pátio chama a atenção as graciosas torres da Catedral de São Vito. Esta catedral gótica, que encontra-se entre as mais belas da Europa, têm uma história longa e complexa, que começa no século X e estende-se até 1929. Sua majestosa fachada ocidental lembra a Notre Dame de Paris, Embora aqui trata-se de estilo neogótico do século XIX. As seis vitros que se vem à esquerda e direita e o grande adorno circular que está detrás são autênticas obras de arte. Cruzando a porta à direita encontra-se a Capela de São Wenceslau, minuciosamente decorada. Esta capela, de forma quadrada, com um túmulo do século XIV no qual descansam os restos do Santo, é o coração da parte antiga da Catedral. Wenceslau, o rei bom que se lembra nas cantigas, foi um cristão convicto numa época de paganismo generalizado. No ano 925, sendo Príncipe da Bohemia, fundou uma igreja dedicada a São Vito neste lugar. Mas Boleslau, irmão do príncipe, estava impaciente por ficar com o poder e quatro anos mais tarde armou uma emboscada a Wenceslau, perto de uma igreja ao norte de Praga. Wenceslau foi enterrado nesta igreja e em seu túmulo lhe atribuíram tantos milagres que não tardou em converter-se em centro de adoração do povo. Em 931 Boleslao se viu por fim obrigado a render honores a sua irmão e ordenou que seus restos fossem transladados à igreja de São Vito. Pouco depois, Wensceslau foi canonizado. edifício circular da Catedral foi substituída por uma basílica românica a finais do século XI. As obras se levaram a cabo sobre o edifício existente em 1344 por iniciativa do homem que posteriormente se converteria em Carlos IV. A pequena porta que está na parte detrás da capela conduz à Câmara da coroa onde se custodiam as jóias de coroação dos reis bohemios. Permanece fechada sob sete chaves que guardam sete pessoas diferentes pelo que não se abre ao público. No mesmo lateral, perto da parte traseira da Capela de Wenceslau, uma pequena caixa de coleta marca a entrada à Cripta, muito interessante principalmente pela informação que oferece sobre a história da Catedral. A medida que desce pelas escadas se ve à direita a parte da antiga basílica românica. Um pouco mais distante, numa abertura à esquerda, estão os restos do edifício circular. Oratório Real foi utilizado pelos reis e seus familiares para ouvir missa. Construído em 1493, é um exemplo perfeito do gótico tardio, adornado em sua parte externa por um enramado de pedra. Este oratório está ligado com o palácio por um passadiço elevado que pode ver-se desde o exterior. As guerras husitas do século XV puseram fim à primeira fase da construção da Catedral. Durante o corto período de paz, antes de que começasse a Guerra dos Trinta anos, se havia descartado a idéia de acabar a edificação devido à falta de fundos. A Catedral se cerrou com um muro que se construiu frente à capela de São Wenceslau. contraste entre o frio e escuro interior da Catedral e as coloridas fachadas de Pacassi do terceiro pátio é surpreendente. As limpas linhas do pátio são obra de Plecnik Josip dos anos trinta, o pavimentado também de Plecnik tinha por objetivo cobrir um submundo de ruas e muros que datavam do século IX até o XII, e que foram descobertos quando se finalizaram os trabalhos da Catedral. Plecnik acrescentou algumas características ecléticas para chamar a atenção. Uma coluna de granito para comemorar aos caídos na Guerra Mundial, um pedestal de mármore preto para a estátua gótica de São Jorge e a peculiar bola dourada que coroa a Fonte da Águia e marca a entrada ao Královsky Palác, Palácio Real. No interior do Palácio Real existem dois pontos principais de interesse. O primeiro é o Vladislavský Sál, salão de Ladislau, o maior espaço interior gótico que existe em Europa central. Esta enorme sala foi completada em 1493 por Benedict Ried, que foi para o gótico tardio da Bohemia o que Peter Parlér foi para sua versão mais primitiva. A sala produz uma sensação de espaço e de luz suavizada pelas linhas dos tetos abovedados belamente rematados pelas janelas ovaladas do começo do Renascimento, um estilo que começava a abrir-se passo por Europa central Em seus dias de auge, nesta sala se celebravam torneios, mercados festivos, banquetes e coroações. Em tempos mais recentes, serviu de marco para a investidura de presidentes, desde o comunista Klement Gottwald em 1948 até Václav Havel em 1990. segundo ponto de interesse é a Chancelaria da Bohemia. Esta sala foi construída pelo mesmo Benedict Ried, apenas dez anos depois de que foi acabada a sala, mas mostra uma influência renascentista muito mais forte. Passando pelo portal renascentista se acede à última câmara da Chancelaria. Esta sala foi o cenário da Segunda Defenestração de Praga que teve lugar em 1618, acontecimento que marcou o inicio da rebelião Bohemia que desembocaria na Guerra dos Trinta Anos. A saída ao pátio do Palácio está na Sala de Ladislau. Antes de sair, se devem visitar outras estâncias como a Capela de Todos os Santos, a Câmara do Conselho, onde os nobres da Bohemia se reuniam com o rei numa espécie de Parlamento e a Escada do Cavaleiro, pela que entravam os reis quando assistiam aos torneios. Antes de sair do Palácio Real se deve visitar a Jirské Namestí, Praça de São Jorge, em cujo flanco oriental se eleva a Basílica de São Jorge, Bazilika Svatého Jirí, de estilo românico. Esta igreja foi construída no século X por ordem do Príncipe Vratislav, pai do Príncipe Wenceslau. Seu exterior foi remodelado a começos da época barroca, embora sua surpreendente cor avermelhado é o mesmo que apresentava originalmente no século X. O interior, não obstante, depois de uma importante renovação, apresenta um aspecto similar ao que tinha no século XII e é o monumento românico melhor conservado da República Checa. O efeito é à vez austero e plácido, o quente amarelo dourado dos muros de pedra e as pequenas janelas de triplo arco exalam uma sensação de permanente harmonia. Junto à basílica encontra-se o antigo Kláster Svatého Jirí, o Convento de São Jorge, sede da coleção de arte antiga da Galeria Nacional Checa. Este museu têm uma coleção de arte checa desde a Idade Media que inclui estátuas religiosas, ícones e trípticos, além de outros temas mais mundanos da escola manierista e a voluptuosa obra dos pintores da corte de Rodolfo II. Baixando pela Avenida de São Jorge se desemboca na Zlatá Ulicka, Avenida Dourada com uma encantadora coleção de diminutas casas antigas pintadas em vivas cores e telhados altos e inclinados que se apertam contra a muralha do forte. Segundo a lenda, aqui se alojava o grupo internacional de alquimistas que Rodolfo II trajo a sua corte para que fabricaram oro. A realidade é menos romântica, estas casas foram construídas no século XVI para os guardiães do Castelo, que completavam seus ingressos com a produção de artesanato, fora da jurisdição dos poderosos grêmios. A começos do século XX, a Avenida Dourada se converteu em lugar de residência de artistas e escritores pobres. Franz Kafka viveu no número 22 em 1916 e 1917. Em Jirská Ulice se levanta o Lobkovický Palác, Palácio Lobkovitz. Desde começos do século XVII até a década dos quarenta, este edifício foi a residência da poderosa família católica Lobkovitz. Uma restauração nos anos setenta Ele devolveu ao edifício seu original aspecto barroco e na atualidade alberga uma exposição permanente sobre a história checa desde o inicio do grande Império no século IX até o levantamento nacional checo de 1848. Também se expõe uma cópia das Jóias da coroa embora as peças mais apreciadas são as bíblias iluminadas, os instrumentos musicais de época, as moedas, armas, decretos reais, quadros e estátuas. Ao sair do Palácio Lobkovitz e do Castelo pela porta este pode-se descender pela romântica Staré Zámecké Schody, Antiga Escada do Castelo, coberta de trepadeiras, que desemboca na estação de metro Malostranská. Uma linha direta conduz até a Praça de Wenceslau, estação Mustek.

 

Colina do Castelo de Praga (Hradcany)

Ao oeste do Castelo, sobre a colina, estende-se a zona residencial de Hradcany, a cidade que surgiu a começos do século XIV a partir de uma série de mosteiros e igrejas. Tantos acontecimentos históricos numa zona tão pequena convertem o Castelo num desafio. Os pitorescos arredores do Castelo de Praga, com suas insuperáveis vistas da parte antiga e a Malá Strana são um estupendo lugar para passear. Os dois edifícios mais destacados de Praga, o Castelo de Praga, Pranhský Herade e a Catedral de São Vito, Katedrála Svatého Víta, encontram-se em Hradcany. Começando pela Nerudova Ulice, que se estende umas centenas de metros ao sul do Castelo de Praga em direção leste-oeste, subindo a escada guardada por duas estátuas de santos, chega-se à Loretánská Ulice, desde a parte posterior pode-se contemplar uma privilegiada panorâmica das cúpulas e torres barrocas de São Nicolás e a Malá Strana. Próximo dali encontra-se o Strahovsky Kláster, o mosteiro de Strahov. Fundado em 1140 pela Ordem Premonstratense, foi convertido no Museu da Literatura Nacional, Památník Národního Písemnictví Museu da Literatura Nacional. O edifício de maior interesse é a Biblioteca de Strahov, que guarda uma coleção de primitivos manuscritos checos, o Novo Testamento de Strahov (século X) e as obras do célebre astrônomo dinamarquês Ticho Brahe. Também é digna de se visitar a Sala Filosófica. Na Loretánské Namestí encontra-se a Igreja de Loreto, de estilo barroco. A elaborada fachada, com sua voluminosa torre, foi construída em 1720 por Kiliam Ignaz Dientzenhofer. O mais espetacular de tudo é a pequena exposição que está na planta superior, onde se guardam os tesouros religiosos oferendados a Maria em agradecimento pelos favores recebidos, incluindo uma custodia incrustada com 65.000 brilhantes. Cruzando a rua chega-se ao Cernínský Palác, Palácio Chernin, com suas 29 semi-colunas que alberga o Ministério de Assuntos Exteriores. Durante a II Guerra Mundial, foi a sede do protetorado do III Reich. Ao final de Loretánské Namestí, pode-se passear até a zona conhecida como Novy Svet, que significa Novo Mundo apesar de que este bairro é um claro exemplo de estilo da velha Europa. Novy Svet é uma pitoresca rua com casas com fachadas do séculos XVII e XVIII que albergaram em outros tempos aos habitantes mais pobres de Praga. Na atualidade muitas de estas casas têm sido convertidas em atelie de artistas. Ao final desta rua, no número 1, chamada Da torneira dourada, foi lugar de residência do astrônomo da Corte, Ticho Brahe. Palácio Martinic conduz à Hradcanské Namestí, a Praça Hradcanny com sua fabulosa mistura de casas barrocas e renascentistas, coroada pelo próprio Castelo. A casa que enfrente ao Palácio Martinic, no número 7, foi a residência de Mozart. Arcibiskupský Palác, Palácio Episcopal, de estilo barroco, só se abre ao público na Quinta feira Santa. A esquerda do Palácio Arcebispal existe um passadiço que conduz à Národní Galérie, Galeria Nacional, situada no Sternberský Palác, Palácio Sternberg, que foi acabado em 1707. A Galeria Nacional expõe uma maravilhosa coleção de arte. No primeiro piso se exibe uma coleção de ícones e outras mostras de arte sacro, que datam desde o século III até o XIV. Subindo pelo outro trecho de escadas à direita, encontra-se a jóia desta pinacoteca, toda uma sala repleta de pinturas de Cranach, além de uma variedade de obras de Holbein, Durero, Brueghel, Vam Dyck, Canaletto e Rubens, até chegar a Picasso, Matisse, Chagall e Kokoschka. Ao outro lado da praça, frente à galeria, destaca o belo grafite do Schwarzenberg-Palác, Palácio Schwarzenberg. O edifício foi construído para a família Lobkowitz entre 1545 e 1563. Na atualidade é a sede do Museu Militar, um dos maiores de seu gênero em Europa.

CastlPraga

Fonte: www.rumbo.com.br

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